Para os mais diferentes esportes encontramos a necessidade de adaptação adequada do calçado seja para melhoria do desempenho, ou para uma qualidade no conforto durante o desporto. Com isso a indústria de materiais esportivos com o advento de novas tecnologias vem a cada ano inovando no desenvolvimento de produtos esportivos, os quais, muitos por preços ainda salgados para padrões brasileiros ainda estão fora do poder aquisitivo da população “comum”.
Cada modalidade, de acordo com suas características peculiares necessita de um determinado tipo de calçado que mais se adéqüe para uma melhora do rendimento e preservação da integridade física do atleta em questão. E dentro disso, é de fundamental importância saber qual é o tipo de calçado ideal para realizar determinada atividade física.
Primeiramente os calçados detêm sete características básicas e estas especificações auxiliam na avaliação do calçado. As características básicas para a escolha de calçados esportivos são:
Amortecimento: O sistema amortecimento auxilia na redução de impacto entre 30 e 38% sobre as articulações de acordo com o nível de peso exercido sobre o referido sistema evitando possíveis lesões articulares principalmente sobre tornozelos e joelhos. A título de informação corredores tem em média um impacto sobre as articulações de 2 a 3 vezes o peso do corpo, tenistas em média 4 vezes o peso do corpo, e jogadores de basquete e de vôlei cerca de 10 vezes o peso do corpo.
Estabilidade: A estabilidade do calçado está relacionada á neutralização do tipo de pisada de acordo com a atividade exercida, é responsável por manter o pé firme ao solo durante o deslocamento nas mais diversas situações nos mais diversos tipos de terreno. Essa estabilidade é gerada com a utilização de diversos materiais elasto-plásticos, bem como desenhos de design biomecânicos. Exemplo: Atletas de esportes como trekking, ou montanhismo necessitam de um sistema de compensação de estabilidade devido aos acidentes do terreno.
Durabilidade: É praticamente o tempo que o material resiste com a ação do tempo, bem como a depreciação durante a execução da pratica esportiva. É relacionada também a vida-útil do material para uma substituição. Exemplo: Um calçado para a realização de provas de longa distância (Triátlon) deve ser revestido de material resistente, enquanto provas como de 100M rasos, raramente os corredores utilizam mais de uma vez o mesmo calçado devido ao material pouco resistente.
Leveza: É basicamente o peso do calçado, e de que forma esse peso pode influenciar no desempenho final. Um calçado de corrida de aventura por suas características de ser a prova d’água, e capacidade de retenção térmica é mais pesado que um calçado de montanhismo indoor, este que não necessita desses recursos, pois tem a única finalidade de proteger os pés sem prejudicar a percepção tátil do atleta.
Flexibilidade: Relacionado ao conforto interno, e é utilizada comumente em atividades que requerem determinada elasticidade para a realização de deslocamentos. Os esportes que exigem um deslocamento de corrida explosiva (sprint) têm como distinção a flexibilidade para auxiliar nas articulações dos tornozelos que por sua vez contribuem para o aumento na velocidade.
Tração: Basicamente é o coeficiente entre a força empregada para vencer o atrito de acordo com o nível de força empregada para realizar determinada tarefa. A tração é bem peculiar para cada tipo de esporte, tendo em vista que esta característica pode ser a diferença de um bom desempenho (Exemplo: os deslizes praticados nos jogos de tênis no saibro, conhecidos como “Surfing in the Clay” (Surfando no saibro)) ou uma lesão de cunho permanente como as relacionadas ao péssimo design do solado das novas chuteiras de futebol que a cada ano contribuem para que haja cada vez mais lesões nos ligamentos cruzados devido ao excesso de tração lateral.
Ajuste: Mensura o conforto de acordo com a estabilidade necessária para a prática desportiva de acordo com biomecânica da atividade em questão. Nesta característica é importante salientar que esta relaciona os aspectos do conforto e do desempenho, uma vez que um calçado pode ser biomecanicamente perfeito, mas não ser ideal devido à causa de desconforto por parte do esportista, sendo este o critério mais subjetivo das características dos calçados esportivos.
Levando em consideração essas características, pode-se fazer uma escolha do calçado ideal para cada tipo de pratica desportiva, e com isso maximizar o desempenho esportivo, e o mais importante que é minimizar o risco de lesões, estas que causam prejuízos para atletas de alto rendimento, bem como praticantes do esporte social que objetiva somente o lazer desportivo para melhoria na qualidade de vida.
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domingo, 24 de outubro de 2010
domingo, 25 de julho de 2010
Atividade Física em excesso!!!
Fazer exercícios equilibradamente, na medida certa, é extremamente saudável. Porém, quando não se respeita o limite corporal o resultado pode ser o inverso. Ao praticarmos uma atividade física gastamos proteínas, energia, vitaminas, glicogênio e outras substâncias e a temperatura do nosso corpo aumenta. Após o treino, baseado na supercompensação, o nosso organismo tende a recuperar tudo o que gastamos quando nos exercitamos.
Existem testes que são feitos para medir essa recuperação do corpo (curva de progressão positiva do organismo) e ás vezes, ao invés de um resultado constante, a taxa com que o corpo se recupera sofre ligeiras quedas. Isso é um indício de que a atividade física está “estressando” os músculos, o corpo pode estar sofrendo de fadiga muscular.
Dependendo do resultado, o especialista pode indicar uma redução no número de exercícios ou até suspender a atividade por algum tempo.
Os sintomas dessa fadiga muscular podem ser emocionais e / ou físicos. No âmbito emocional o atleta apresenta apatia, problemas alimentares, distúrbios do sono e irritabilidade. No físico o atleta pode apresentar algumas dores e / ou lesões musculares.
Algumas lesões que podem vir a acontecer com um esforço físico não adequado ao seu corpo são as luxações, as tendinites, as contusões, entorses, distensões musculares, rupturas de tendões e / ou ligamentos e as fraturas. Por isso, cuide-se.
A dose ideal de exercício físico varia de pessoa para pessoa, levando em conta a idade, o biótipo, a motivação e a aptidão. É delimitada pela dor e pelo prazer.
Para que a atividade física e seu corpo vivam em harmonia faça exercícios regularmente com um acompanhamento profissional. O corpo, com o tempo, tende a se acostumar com a atividade, minimizando assim os riscos de lesão.
Existem testes que são feitos para medir essa recuperação do corpo (curva de progressão positiva do organismo) e ás vezes, ao invés de um resultado constante, a taxa com que o corpo se recupera sofre ligeiras quedas. Isso é um indício de que a atividade física está “estressando” os músculos, o corpo pode estar sofrendo de fadiga muscular.
Dependendo do resultado, o especialista pode indicar uma redução no número de exercícios ou até suspender a atividade por algum tempo.
Os sintomas dessa fadiga muscular podem ser emocionais e / ou físicos. No âmbito emocional o atleta apresenta apatia, problemas alimentares, distúrbios do sono e irritabilidade. No físico o atleta pode apresentar algumas dores e / ou lesões musculares.
Algumas lesões que podem vir a acontecer com um esforço físico não adequado ao seu corpo são as luxações, as tendinites, as contusões, entorses, distensões musculares, rupturas de tendões e / ou ligamentos e as fraturas. Por isso, cuide-se.
A dose ideal de exercício físico varia de pessoa para pessoa, levando em conta a idade, o biótipo, a motivação e a aptidão. É delimitada pela dor e pelo prazer.
Para que a atividade física e seu corpo vivam em harmonia faça exercícios regularmente com um acompanhamento profissional. O corpo, com o tempo, tende a se acostumar com a atividade, minimizando assim os riscos de lesão.
domingo, 18 de abril de 2010
Benefícios e Riscos do Exercício Físico na Gestação
Diversos estudos tem demonstrado os verdadeiros benefícios do exercício físico para gestantes, porém devido a mudanças fisiológicas, morfológicas e psicológicas, a mulher grávida tem que ser engajada em um programa de treinamento bem planejado, promovendo assim a sua segurança e a do feto.
Existem numerosos benefícios biológicos e psicológicos do exercício durante a gestação:
Manutenção ou melhora do condicionamento físico
Menor ganho de peso e adiposidade materna
Diminuição de complicações obstétricas
Menor risco de parto prematuro
Diminuição do risco de diabetes gestacional
Menor hospitalização e diminuição na incidência de cesárea
Melhora da auto-estima e auto-imagem
Melhora da sensação de bem estar
Diminuição da sensação de isolamento social
Diminuição da ansiedade, do estresse e do risco de depressão.
A participação de grávidas em exercícios de baixa e média intensidade e na maioria das atividades recreacionais, geralmente não apresentam nenhum tipo de risco para a mãe ou para o feto; por outro lado a participação em atividades mais intensas e esportes tem que ser bem analisadas individualmente devido ao fato de existir risco potencial . Para mulheres previamente bem condicionadas e atletas é possível realizar exercícios com mais intensidade sem comprometimento fetal e sem risco materno. Algumas atividades apresentam baixo risco, outras apresentam médio risco e outras são desfavoráveis sendo totalmente contra-indicadas.
Atividades de baixo risco
Esse tipo de atividade é recomendada até para grávidas sedentárias, são elas a caminhada, ciclismo, yoga, tai-chi-chuan, natação, hidroginástica, etc. Atividades aquáticas, principalmente a hidroginástica, tem sido bastante difundidas, pois são atividades com um bom componente aeróbio, pouco estresse articular, promovem a melhora da termoregulação, diminuição da resistência vascular renal, incremento do fluxo sanguíneo e da filtração renal causada pela pressão hidrostática.
Atividades de médio risco
Tênis, squash, patinação (não indicada para iniciantes devido o risco de queda), ginástica aeróbica, corridas e musculação são exemplos de atividades de médio risco. A musculação é dentre esses exercícios o que tem maior controvérsia, uma vez que existem poucas publicações acerca desse tema. Estudos utilizando treinamento de força com cargas moderadas e evitando contração isométrica máxima , não tem demonstrado efeitos deletérios e sim benefícios como o incremento de força e flexibilidade . O treinamento com pesos pode favorecer o fortalecimento muscular fazendo com que a grávida suporte melhor seu peso, melhore o centro de gravidade, tenha facilidade em realizar tarefas do dia a dia, melhore a postura e principalmente favorece a diminuição de lombalgias.
Atividades desfavoráveis
Qualquer exercício físico de alto impacto, ou esportes de contato físico e risco de trauma devem ser desaconselhados. Esportes como voleibol, basquetebol, futebol, esqui aquático, hipismo ou mergulho possuem grande risco para mãe e principalmente para o feto.
Recomendações gerais
Uma série de recomendações e preucações são de suma importância para uma prática segura da atividade física, são elas:
Evitar incremento da temperatura corporal
Evitar fases anaeróbias
Evitar exaustão e fadiga
Evitar exercícios em posição supina
Evitar manobra de Valsalva
Realizar aquecimento e esfriamento
Adequada ingestão calórica e boa hidratação
Alerta aos sinais de desidratação e sobretreinamento
Conclusão
Sem sombra de dúvidas o exercício físico bem orientado traz vários benefícios tanto para a saúde materna, quanto para o feto. Por outro lado o exercício mal orientado e feito de forma indiscriminada traz vários riscos. A hipoxia, hipertermia, parto prematuro, menor peso fetal, diabetes gestacional e risco de aborto espontâneo são alguns dos riscos que podem acontecer durante a gravidez. É imprescindível o acompanhamento de um médico especialista para avaliar possíveis riscos e de um profissional de educação física para a elaboração de um programa adequado.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:
ACOG committee opinion. Exercise during pregnancy and the postpartum period. Int J Gynaecol Obstet. 2002 Apr;77(1):79-81
BROWN W. The benefits of physical activity during pregnancy. J Sci Med Sport. 2002 Mar;5(1):37-45.
HATCH MC, SHU XO, McLEAN DE, LEVIN B, BEGG M, REUSS L, SUSSER M. Maternal exercise during pregnancy, physical fitness, and fetal growth. Am J Epidemiol. 1993 May 15;137(10):1105-14
JARSKI RW, TRIPPETT DL.. The risks and benefits of exercise during pregnancy. J Fam Pract. 1990 Feb;30(2):185-9
KARDEL KR, KASE T. Training in pregnant women: effects on fetal development and birth. Am J Obstet Gynecol. 1998 Feb;178(2):280-6
KRAMER MS. Aerobic exercise for women during pregnancy. Cochrane Database Syst Rev. 2002;(2):CD000180
LUMBERS ER.Exercise in pregnancy: physiological basis of exercise prescription for the pregnant woman. J Sci Med Sport. 2002 Mar;5(1):20-31
SMA statement the benefits and risks of exercise during pregnancy. Sport Medicine Australia. J Sci Med Sport. 2002 Mar;5(1):11-9
STERNFELD B. Physical activity and pregnancy outcome. Review and recommendations. Sports Med. 1997 Jan;23(1):33-47.
Existem numerosos benefícios biológicos e psicológicos do exercício durante a gestação:
Manutenção ou melhora do condicionamento físico
Menor ganho de peso e adiposidade materna
Diminuição de complicações obstétricas
Menor risco de parto prematuro
Diminuição do risco de diabetes gestacional
Menor hospitalização e diminuição na incidência de cesárea
Melhora da auto-estima e auto-imagem
Melhora da sensação de bem estar
Diminuição da sensação de isolamento social
Diminuição da ansiedade, do estresse e do risco de depressão.
A participação de grávidas em exercícios de baixa e média intensidade e na maioria das atividades recreacionais, geralmente não apresentam nenhum tipo de risco para a mãe ou para o feto; por outro lado a participação em atividades mais intensas e esportes tem que ser bem analisadas individualmente devido ao fato de existir risco potencial . Para mulheres previamente bem condicionadas e atletas é possível realizar exercícios com mais intensidade sem comprometimento fetal e sem risco materno. Algumas atividades apresentam baixo risco, outras apresentam médio risco e outras são desfavoráveis sendo totalmente contra-indicadas.
Atividades de baixo risco
Esse tipo de atividade é recomendada até para grávidas sedentárias, são elas a caminhada, ciclismo, yoga, tai-chi-chuan, natação, hidroginástica, etc. Atividades aquáticas, principalmente a hidroginástica, tem sido bastante difundidas, pois são atividades com um bom componente aeróbio, pouco estresse articular, promovem a melhora da termoregulação, diminuição da resistência vascular renal, incremento do fluxo sanguíneo e da filtração renal causada pela pressão hidrostática.
Atividades de médio risco
Tênis, squash, patinação (não indicada para iniciantes devido o risco de queda), ginástica aeróbica, corridas e musculação são exemplos de atividades de médio risco. A musculação é dentre esses exercícios o que tem maior controvérsia, uma vez que existem poucas publicações acerca desse tema. Estudos utilizando treinamento de força com cargas moderadas e evitando contração isométrica máxima , não tem demonstrado efeitos deletérios e sim benefícios como o incremento de força e flexibilidade . O treinamento com pesos pode favorecer o fortalecimento muscular fazendo com que a grávida suporte melhor seu peso, melhore o centro de gravidade, tenha facilidade em realizar tarefas do dia a dia, melhore a postura e principalmente favorece a diminuição de lombalgias.
Atividades desfavoráveis
Qualquer exercício físico de alto impacto, ou esportes de contato físico e risco de trauma devem ser desaconselhados. Esportes como voleibol, basquetebol, futebol, esqui aquático, hipismo ou mergulho possuem grande risco para mãe e principalmente para o feto.
Recomendações gerais
Uma série de recomendações e preucações são de suma importância para uma prática segura da atividade física, são elas:
Evitar incremento da temperatura corporal
Evitar fases anaeróbias
Evitar exaustão e fadiga
Evitar exercícios em posição supina
Evitar manobra de Valsalva
Realizar aquecimento e esfriamento
Adequada ingestão calórica e boa hidratação
Alerta aos sinais de desidratação e sobretreinamento
Conclusão
Sem sombra de dúvidas o exercício físico bem orientado traz vários benefícios tanto para a saúde materna, quanto para o feto. Por outro lado o exercício mal orientado e feito de forma indiscriminada traz vários riscos. A hipoxia, hipertermia, parto prematuro, menor peso fetal, diabetes gestacional e risco de aborto espontâneo são alguns dos riscos que podem acontecer durante a gravidez. É imprescindível o acompanhamento de um médico especialista para avaliar possíveis riscos e de um profissional de educação física para a elaboração de um programa adequado.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:
ACOG committee opinion. Exercise during pregnancy and the postpartum period. Int J Gynaecol Obstet. 2002 Apr;77(1):79-81
BROWN W. The benefits of physical activity during pregnancy. J Sci Med Sport. 2002 Mar;5(1):37-45.
HATCH MC, SHU XO, McLEAN DE, LEVIN B, BEGG M, REUSS L, SUSSER M. Maternal exercise during pregnancy, physical fitness, and fetal growth. Am J Epidemiol. 1993 May 15;137(10):1105-14
JARSKI RW, TRIPPETT DL.. The risks and benefits of exercise during pregnancy. J Fam Pract. 1990 Feb;30(2):185-9
KARDEL KR, KASE T. Training in pregnant women: effects on fetal development and birth. Am J Obstet Gynecol. 1998 Feb;178(2):280-6
KRAMER MS. Aerobic exercise for women during pregnancy. Cochrane Database Syst Rev. 2002;(2):CD000180
LUMBERS ER.Exercise in pregnancy: physiological basis of exercise prescription for the pregnant woman. J Sci Med Sport. 2002 Mar;5(1):20-31
SMA statement the benefits and risks of exercise during pregnancy. Sport Medicine Australia. J Sci Med Sport. 2002 Mar;5(1):11-9
STERNFELD B. Physical activity and pregnancy outcome. Review and recommendations. Sports Med. 1997 Jan;23(1):33-47.
sábado, 17 de abril de 2010
Correlação entre Pilates x Musculação
SAIBA UM POUCO MAIS SOBRE ESSAS DUAS MODALIDADES E ENTENDA PORQUE O PILATES TORNOU-SE UMA FORTE OPÇÃO DE ATIVIDADE FÍSICA NO MUNDO TODO.
• Em 2003, 9 milhões de pessoas praticavam Pilates nos Estados Unidos. Em 2006 já eram 11 milhões de adeptos.
• 63% dos clubes nos Estados Unidos oferecem Pilates a seus clientes.
Há muitas semelhanças entre o trabalho desenvolvido na musculação e no Pilates. Os dois podem fazer um trabalho específico para o desenvolvimento da resistência e da força muscular. Dependendo do objetivo do aluno e do professor com a periodização do treino, pode-se utilizar as duas valências físicas juntas ou separadas. As duas atividades além de possuírem a possibilidade de uma progressão de carga, há também a progressão em relação à dificuldade dos movimentos com o decorrer do treinamento.
Todos os grupamentos musculares podem ser treinados de forma geral no Pilates e na musculação. Na musculação a resistência é feita pelo peso, de forma direta e indireta, ou seja, levantando uma massa diretamente contra a força da gravidade ou indiretamente através de alavancas e/ou polias existentes nas máquinas. Já as máquinas de Pilates têm como forma de contra-resistência as molas, oferecendo uma contração concêntrica (fase em que você deforma a mola) e uma contração excêntrica (fase em que você controla o retorno para a posição inicial). A mola transfere para o movimento uma energia elástica, que é a capacidade que um material tem de se deformar e de retornar ao seu formato original.
No Pilates as máquinas causam desequilíbrio na maioria dos exercícios, treinando assim a propriocepção e movimentos de estabilização, o que exige do aluno uma consciência corporal para poder executar os movimentos de forma correta.
Ambos fortalecem a musculatura, mas os exercícios de Pilates trabalham fortalecimento e alongamento juntos. O ritmo é mais lento, com poucas repetições, facilitando assim, a integração entre mente, respiração e corpo. Todos os exercícios são feitos com a musculatura abdominal, do assoalho pélvico, e alguns músculos da coluna, juntos em conexão.
É importante lembrar que os exercícios de Pilates otimizam qualquer atividade física tais como, a musculação, a natação, a hidroginástica.
O mais interessante do Pilates é o tratamento de reeducação neuromuscular. Os aparelhos permitem a simulação das atividades funcionais cotidianas, como agachar, sentar, de forma confortável para o cliente.
A musculação tradicional é baseada nos conceitos do fisiculturismo, o qual exercita um músculo isoladamente para que ele fique cada vez mais forte. O problema desse tipo de trabalho é que os músculos não são vistos de maneira integrada, e sim isoladamente. Porém para fazer qualquer movimento, recrutamos vários músculos ao mesmo tempo, por isso o Pilates é uma técnica funcional (que otimiza as funções de cada local do corpo).
Muitas pessoas que já praticam modalidades em academias já procuram o método para trabalhar o abdome, além de ser ideal para quem não gosta do ambiente agitado das academias.
Portanto, além de deixar seu corpo bonito e harmonioso, o treinamento funcional com Pilates tem como meta melhorar sua performance nos movimentos que fazemos no dia-a-dia: levantar, sentar, subir escadas, sair do carro. "Quem não quer ter um corpo resistente às lesões e menos suscetível à dores?
Por dar ênfase à correção postural e ao bom alinhamento das articulações, o método é indicado também para o tratamento de lesões na coluna, joelhos e ombros, entre outras. A barriga fica lisinha e a cintura afinada para o resto da vida, lembrando também que o posicionamento correto da coluna protege de lesões e dores.
Articulações mal alinhadas e frouxas facilitam a instalação de lesões e osteoartroses nos idosos. É importante para o idoso manter a flexibilidade, porque com isso consegue-se interromper a redução natural da mesma. Assim os efeitos dos exercícios de alongamento são positivos independentes do aumento da flexibilidade (Achour Jr, 2006).
Instalada a osteoartrose no joelho e quadril, ela aumenta o custo energético para qualquer movimento, dificultando a subida e descida de escadas por exemplo. Em algumas situações, pode impedir a movimentação até em atividades simples como jardinagem e passeios em parques.
A intensidade da dor pode chegar a interferir no dia-a-dia das pessoas, ao diminuir a amplitude de seus movimentos e dificultando atividades comuns como andar, ficar em pé, sentar, subir e descer escadas, colocar meias, amarrar o cordão do sapato. Os exercícios de Pilates ajudam a manter e a melhorar os movimentos e a execução das funções diárias.
Ana Fogo, espero ter contribuído para sanar suas possíveis dúvidas. Conte comigo sempre...!!!
• Em 2003, 9 milhões de pessoas praticavam Pilates nos Estados Unidos. Em 2006 já eram 11 milhões de adeptos.
• 63% dos clubes nos Estados Unidos oferecem Pilates a seus clientes.
Há muitas semelhanças entre o trabalho desenvolvido na musculação e no Pilates. Os dois podem fazer um trabalho específico para o desenvolvimento da resistência e da força muscular. Dependendo do objetivo do aluno e do professor com a periodização do treino, pode-se utilizar as duas valências físicas juntas ou separadas. As duas atividades além de possuírem a possibilidade de uma progressão de carga, há também a progressão em relação à dificuldade dos movimentos com o decorrer do treinamento.
Todos os grupamentos musculares podem ser treinados de forma geral no Pilates e na musculação. Na musculação a resistência é feita pelo peso, de forma direta e indireta, ou seja, levantando uma massa diretamente contra a força da gravidade ou indiretamente através de alavancas e/ou polias existentes nas máquinas. Já as máquinas de Pilates têm como forma de contra-resistência as molas, oferecendo uma contração concêntrica (fase em que você deforma a mola) e uma contração excêntrica (fase em que você controla o retorno para a posição inicial). A mola transfere para o movimento uma energia elástica, que é a capacidade que um material tem de se deformar e de retornar ao seu formato original.
No Pilates as máquinas causam desequilíbrio na maioria dos exercícios, treinando assim a propriocepção e movimentos de estabilização, o que exige do aluno uma consciência corporal para poder executar os movimentos de forma correta.
Ambos fortalecem a musculatura, mas os exercícios de Pilates trabalham fortalecimento e alongamento juntos. O ritmo é mais lento, com poucas repetições, facilitando assim, a integração entre mente, respiração e corpo. Todos os exercícios são feitos com a musculatura abdominal, do assoalho pélvico, e alguns músculos da coluna, juntos em conexão.
É importante lembrar que os exercícios de Pilates otimizam qualquer atividade física tais como, a musculação, a natação, a hidroginástica.
O mais interessante do Pilates é o tratamento de reeducação neuromuscular. Os aparelhos permitem a simulação das atividades funcionais cotidianas, como agachar, sentar, de forma confortável para o cliente.
A musculação tradicional é baseada nos conceitos do fisiculturismo, o qual exercita um músculo isoladamente para que ele fique cada vez mais forte. O problema desse tipo de trabalho é que os músculos não são vistos de maneira integrada, e sim isoladamente. Porém para fazer qualquer movimento, recrutamos vários músculos ao mesmo tempo, por isso o Pilates é uma técnica funcional (que otimiza as funções de cada local do corpo).
Muitas pessoas que já praticam modalidades em academias já procuram o método para trabalhar o abdome, além de ser ideal para quem não gosta do ambiente agitado das academias.
Portanto, além de deixar seu corpo bonito e harmonioso, o treinamento funcional com Pilates tem como meta melhorar sua performance nos movimentos que fazemos no dia-a-dia: levantar, sentar, subir escadas, sair do carro. "Quem não quer ter um corpo resistente às lesões e menos suscetível à dores?
Por dar ênfase à correção postural e ao bom alinhamento das articulações, o método é indicado também para o tratamento de lesões na coluna, joelhos e ombros, entre outras. A barriga fica lisinha e a cintura afinada para o resto da vida, lembrando também que o posicionamento correto da coluna protege de lesões e dores.
Articulações mal alinhadas e frouxas facilitam a instalação de lesões e osteoartroses nos idosos. É importante para o idoso manter a flexibilidade, porque com isso consegue-se interromper a redução natural da mesma. Assim os efeitos dos exercícios de alongamento são positivos independentes do aumento da flexibilidade (Achour Jr, 2006).
Instalada a osteoartrose no joelho e quadril, ela aumenta o custo energético para qualquer movimento, dificultando a subida e descida de escadas por exemplo. Em algumas situações, pode impedir a movimentação até em atividades simples como jardinagem e passeios em parques.
A intensidade da dor pode chegar a interferir no dia-a-dia das pessoas, ao diminuir a amplitude de seus movimentos e dificultando atividades comuns como andar, ficar em pé, sentar, subir e descer escadas, colocar meias, amarrar o cordão do sapato. Os exercícios de Pilates ajudam a manter e a melhorar os movimentos e a execução das funções diárias.
Ana Fogo, espero ter contribuído para sanar suas possíveis dúvidas. Conte comigo sempre...!!!
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Alongamento
Quando alongar?
É importante alongar adequadamente a musculatura logo antes de iniciar uma atividade física. Isso prepara os músculos para as exigências que virão a seguir, protegendo e melhorando o desempenho muscular. Além disso, como não é raro que a prática de exercícios provoque dores musculares 24 horas após o seu término, alongar-se imediatamente após o exercício reduz o aparecimento da Dor Muscular Tardia. Pela sua facilidade de execução, a maioria dos alongamentos podem também ser feitos, praticamente, a qualquer hora. Ao despertar pela manhã, no trabalho, durante viagens prolongadas, no ônibus, em qualquer lugar. Sempre que for identificada alguma tensão muscular, prontamente algum tipo de alongamento pode ser empregado para trazer bem estar.
Como alongar?
Antes de mais nada, é importante aprender a forma correta de executar os alongamentos, para aumentar os resultados e evitar lesões desnecessárias. Inicie o alongamento até sentir uma certa tensão no músculo e então relaxe um pouco, sustentando por 30 segundos, voltando novamente à posição inicial de relaxamento. Os movimentos devem ser sempre lentos e suaves. O mesmo alongamento pode ser repetido, buscando alongar um pouco mais o músculo, evitando sentir dor. Para aumentar o resultado, após cada alongamento, o músculo pode ser contraído por alguns segundos, voltando a ser alongado novamente. É a técnica chamada de alonga – contrai - alonga. De uma forma geral, sempre devem ser preferidos os alongamentos estáticos, em detrimento dos dinâmicos, que são o resultado de movimentos amplos e bruscos dos músculos. Ao contrário dos alongamentos estáticos, os dinâmicos, ou também chamados de alongamentos balísticos, propiciam o desenvolvimento de lesões musculares.
Alongamento
O alongamento deve ser feito antes de iniciar qualquer atividade física e, no final delas. Ele ajuda a prevenir lesões nos músculos e tendões, evita dores musculares e aumenta a flexibilidade do atleta.
É importante alongar adequadamente a musculatura logo antes de iniciar uma atividade física. Isso prepara os músculos para as exigências que virão a seguir, protegendo e melhorando o desempenho muscular. Além disso, como não é raro que a prática de exercícios provoque dores musculares 24 horas após o seu término, alongar-se imediatamente após o exercício reduz o aparecimento da Dor Muscular Tardia. Pela sua facilidade de execução, a maioria dos alongamentos podem também ser feitos, praticamente, a qualquer hora. Ao despertar pela manhã, no trabalho, durante viagens prolongadas, no ônibus, em qualquer lugar. Sempre que for identificada alguma tensão muscular, prontamente algum tipo de alongamento pode ser empregado para trazer bem estar.
Como alongar?
Antes de mais nada, é importante aprender a forma correta de executar os alongamentos, para aumentar os resultados e evitar lesões desnecessárias. Inicie o alongamento até sentir uma certa tensão no músculo e então relaxe um pouco, sustentando por 30 segundos, voltando novamente à posição inicial de relaxamento. Os movimentos devem ser sempre lentos e suaves. O mesmo alongamento pode ser repetido, buscando alongar um pouco mais o músculo, evitando sentir dor. Para aumentar o resultado, após cada alongamento, o músculo pode ser contraído por alguns segundos, voltando a ser alongado novamente. É a técnica chamada de alonga – contrai - alonga. De uma forma geral, sempre devem ser preferidos os alongamentos estáticos, em detrimento dos dinâmicos, que são o resultado de movimentos amplos e bruscos dos músculos. Ao contrário dos alongamentos estáticos, os dinâmicos, ou também chamados de alongamentos balísticos, propiciam o desenvolvimento de lesões musculares.
Alongamento
O alongamento deve ser feito antes de iniciar qualquer atividade física e, no final delas. Ele ajuda a prevenir lesões nos músculos e tendões, evita dores musculares e aumenta a flexibilidade do atleta.
domingo, 11 de abril de 2010
Musculação
Musculação
A função da musculação não é somente estética. Ela também é essencial para a saúde e o bem-estar. Hoje sabemos, por meio de diversas pesquisas científicas que o treino com pesos aumenta a massa muscular e traz inúmeros benefícios ao organismo como um todo.
Quando praticamos o treino com pesos, adquirimos massa magra. Com mais músculos no corpo, nosso metabolismo fica acelerado e consome mais calorias, mesmo em repouso. Resultado: perdemos peso com mais facilidade. Além disso, o treino de resistência fortalece os ossos, o coração e melhora a postura.
É fundamental a prática de musculação principalmente após os trinta anos – idade em que começa a diminuição de massa magra e que devem ser iniciados os primeiros cuidados para evitar a osteoporose. Entre vários outros cuidados, o treino com pesos ajuda o organismo a fixar o cálcio nos ossos, fortalecendo-os.
A musculação deve ser praticada juntamente com exercícios aeróbicos para que os benefícios sejam completos. Assim, você ganha um corpo mais forte e um coração mais resistente. E um corpo mais forte executa as tarefas diárias com mais disposição, energia e bem-estar.
A recompensa vem em forma de muita saúde, energia e de um corpo muito mais bonito.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Atividade Física x Gestante
As atitudes em relação ao exercício para as mulheres durante a gravidez mudaram significativamente nas décadas recentes. De fato, a diferença entre as orientações da década de 1950 e as orientações iniciais do American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG), divulgadas em 1985, são muito marcantes, e essas recomendações recentes foram seguidas por mais orientações revisadas da ACOG, em 1994 e 2002. As informações que mostram que as gestantes podem se exercitar mantendo em segurança o desenvolvimento do feto e da própria mãe continuam a se multiplicar.
De fato, as orientações mais recentes da ACOG (2002) afirmam que as gestantes saudáveis podem adotar a recomendação de atividade para a população geral, que é de 30 minutos ou mais de exercícios moderados na maioria dos dias da semana, quando não em todos. Raul Artal, principal autor por trás das recomendações da ACOG, acredita que a gravidez oferece uma época singular para a modificação de comportamento, e que os comportamentos saudáveis mantidos ou adotados durante a gravidez podem influenciar a saúde de uma mulher pelo resto da vida (Schnirring, 2002).
Muitas mulheres em idade fértil exercitam-se regularmente e frequentemente desejam continuar a fazê-lo durante a gravidez e o período pós-natal. Isso reflete não apenas a evolução do papel da mulher na sociedade, mas também os avanços no entendimento cientifico dos efeitos do exercício sobre o feto (Artal e Scherman, 1999). O conhecimento cientifico ajuda a mãe a se exercitar com confiança e contribui para uma abordagem precisa de programa, que mantém a segurança da mãe e da criança que vai nascer.
A seguir você verá alguns mitos e as explicações do porque é apenas um mito:
1 – O exercício nunca deve durar mais de 15 minutos: A maioria das orientações atuais, apoiadas por pesquisa que dizem que as mulheres com gravidez sem complicações podem se exercitar virtualmente com as mesmas salvaguardas das mulheres não grávidas, apóia a idéia de que as mulheres podem se exercitar por períodos mais longos (30 minutos ou mais, na maioria ou em todos os dias da semana), contando que permaneçam bem hidratadas e percebam o exercício como ameno ou moderado (ACOG, 1994; 2002).
2 – A freqüência cardíaca durante o exercício nunca deve exceder os 140 batimentos por minuto: As novas orientações dizem que as mulheres podem realizar exercícios regulares, entre amenos e moderados no Maximo, em todos os dias da semana (ACOG, 2002). Isso permite que cada gestante regule seu próprio nível de condicionamento físico e esforço percebido, o que pode corresponder melhor às necessidades individuais de condicionamento.
3 – O exercício gera bebes de baixo peso: James Clapp (1998) descobriu que o exercício vigoroso e regular durante a gravidez diminui a gordura fetal sem reduzir o crescimento total. Em outras palavras, as mulheres que se exercitam não tem bebes com baixo peso (menos de 2,5 quilos), mas podem ter bebes mais leves e esbeltos.
4 – O exercício vigoroso pode causar abortos ou trabalho de parto prematuro, e as atletas grávidas que se exercitam intensamente comprometem a saúde materna e fetal (Kardell e Kase, 1998; Davies e Budgett, 1998; Hale e Milne, 1996): A taxa normal de aborto situa-se entre 15 e 20%. A incidência de abortos nas gestantes que se exercitam e nas que não se exercitam é de 16 e 17% (Chapp, 1998). Continuar com os exercícios durante a gravidez não conduz a uma maior incidência de abortos ou deficiência de nascença.
Assim como em relação ao trabalho de parto prematuro, a preocupação é que o aumento da produção de norepinefrina e prostaglandina durante o exercício (ou ao ficar em pé por períodos prolongados) pudesse estimular a atividade uterina e o trabalho de parto prematuro. Um estudo conclui que ‘a redução observada no risco de parto prematuro em uma população obstétrica geral é uma evidencia da segurança, bem como dos benefícios potenciais do exercício durante a gestação’(Artal e Sherman, 1999. p. 57).
Em relação ao exercício vigoroso? Embora um regime de treinamento com exercícios moderados seja geralmente recomendado durante a gestação, algumas atletas grávidas com alto nível de condicionamento físico parecem capazes de treinar com segurança em níveis de grande exigência de execução física (Bailey, Davies e Budgett, 1998; Hale e Milne, 1996; Kardel e Kase, 1998).
5 – Se você nunca se exercitou, não inicie um programa de exercícios durante a gravidez. Você terá mais prejuízos do que lucros: A gravidez não deve ser uma desculpa para permanecer sedentárias ou motivo para ganhar peso desnecessário (ACOG, 2002). O exercício tem o potencial de reduzir a probabilidade do diabetes gestacional (ACOG, 2002; Schnirring, 2002), particularmente nas gestantes obesas (Artal, 1998), em virtude de poder reduzir a resistência à insulina e aumentar a ação desse hormônio (eficiência). Os benefícios adicionais incluem a melhoria do tempo de recuperação pós-parto, um ganho apropriado de peso e a diminuição da fadiga.
6 – Correr é contra indicado ou desaconselhável durante a gravidez: A gestante deve estar em contato com o próprio corpo o suficiente para poder discernir honestamente quando não estiver se sentindo bem ao correr. Em geral, isso ocorre em torno do terceiro trimestre, quando o feto aumenta de tamanho.
7 – O treinamento de forca ou resistência é inadequado durante a gravidez: Até bem recentemente, o treinamento de resistência durante a gravidez era pouco recomendado. Mas agora sabemos que as mulheres podem continuar suas rotinas de treino de forca com ênfase na mecânica correta dos exercícios. Geralmente, recomenda-se o uso de cargas entre moderadas e leves que mantenham o condicionamento muscular enquanto minimizam o potencial de lesões nos ligamentos e articulações.
8 – A mulher pode comer qualquer coisa que deseja durante a gravidez, e os suplementos nutricionais não são necessários nesse período porque há um aumento no consumo de calorias: Este ponto já diz respeito as nutricionistas, a recomendação é a gestante fazer o acompanhamento nutricional inclusive nessa fase, pois sabe-se que o ganho de peso desacerbado é extremamente nocivo ao feto e a gestante. Neste caso procure sua nutricionista e obedeça a rotina de alimentos e vitaminas que este profissional passará.
9 – O exercício prejudica o bebe: A maioria das mulheres que se exercita durante a gestação vê isso como um tempo para manter algum grau de condicionamento físico e trazer o bebe ao mundo com segurança.
Podemos concluir com isso que vários mitos se formaram em relação à atividade física e a gestação, sendo que o mais indicado para a gestante é se exercitar, porem com segurança e acompanhamento de um Personal Trainer. Sendo assim para as gestantes que treinam não parem e as que não faziam atividade física iniciem um treinamento moderado respeitando seus limites.
De fato, as orientações mais recentes da ACOG (2002) afirmam que as gestantes saudáveis podem adotar a recomendação de atividade para a população geral, que é de 30 minutos ou mais de exercícios moderados na maioria dos dias da semana, quando não em todos. Raul Artal, principal autor por trás das recomendações da ACOG, acredita que a gravidez oferece uma época singular para a modificação de comportamento, e que os comportamentos saudáveis mantidos ou adotados durante a gravidez podem influenciar a saúde de uma mulher pelo resto da vida (Schnirring, 2002).
Muitas mulheres em idade fértil exercitam-se regularmente e frequentemente desejam continuar a fazê-lo durante a gravidez e o período pós-natal. Isso reflete não apenas a evolução do papel da mulher na sociedade, mas também os avanços no entendimento cientifico dos efeitos do exercício sobre o feto (Artal e Scherman, 1999). O conhecimento cientifico ajuda a mãe a se exercitar com confiança e contribui para uma abordagem precisa de programa, que mantém a segurança da mãe e da criança que vai nascer.
A seguir você verá alguns mitos e as explicações do porque é apenas um mito:
1 – O exercício nunca deve durar mais de 15 minutos: A maioria das orientações atuais, apoiadas por pesquisa que dizem que as mulheres com gravidez sem complicações podem se exercitar virtualmente com as mesmas salvaguardas das mulheres não grávidas, apóia a idéia de que as mulheres podem se exercitar por períodos mais longos (30 minutos ou mais, na maioria ou em todos os dias da semana), contando que permaneçam bem hidratadas e percebam o exercício como ameno ou moderado (ACOG, 1994; 2002).
2 – A freqüência cardíaca durante o exercício nunca deve exceder os 140 batimentos por minuto: As novas orientações dizem que as mulheres podem realizar exercícios regulares, entre amenos e moderados no Maximo, em todos os dias da semana (ACOG, 2002). Isso permite que cada gestante regule seu próprio nível de condicionamento físico e esforço percebido, o que pode corresponder melhor às necessidades individuais de condicionamento.
3 – O exercício gera bebes de baixo peso: James Clapp (1998) descobriu que o exercício vigoroso e regular durante a gravidez diminui a gordura fetal sem reduzir o crescimento total. Em outras palavras, as mulheres que se exercitam não tem bebes com baixo peso (menos de 2,5 quilos), mas podem ter bebes mais leves e esbeltos.
4 – O exercício vigoroso pode causar abortos ou trabalho de parto prematuro, e as atletas grávidas que se exercitam intensamente comprometem a saúde materna e fetal (Kardell e Kase, 1998; Davies e Budgett, 1998; Hale e Milne, 1996): A taxa normal de aborto situa-se entre 15 e 20%. A incidência de abortos nas gestantes que se exercitam e nas que não se exercitam é de 16 e 17% (Chapp, 1998). Continuar com os exercícios durante a gravidez não conduz a uma maior incidência de abortos ou deficiência de nascença.
Assim como em relação ao trabalho de parto prematuro, a preocupação é que o aumento da produção de norepinefrina e prostaglandina durante o exercício (ou ao ficar em pé por períodos prolongados) pudesse estimular a atividade uterina e o trabalho de parto prematuro. Um estudo conclui que ‘a redução observada no risco de parto prematuro em uma população obstétrica geral é uma evidencia da segurança, bem como dos benefícios potenciais do exercício durante a gestação’(Artal e Sherman, 1999. p. 57).
Em relação ao exercício vigoroso? Embora um regime de treinamento com exercícios moderados seja geralmente recomendado durante a gestação, algumas atletas grávidas com alto nível de condicionamento físico parecem capazes de treinar com segurança em níveis de grande exigência de execução física (Bailey, Davies e Budgett, 1998; Hale e Milne, 1996; Kardel e Kase, 1998).
5 – Se você nunca se exercitou, não inicie um programa de exercícios durante a gravidez. Você terá mais prejuízos do que lucros: A gravidez não deve ser uma desculpa para permanecer sedentárias ou motivo para ganhar peso desnecessário (ACOG, 2002). O exercício tem o potencial de reduzir a probabilidade do diabetes gestacional (ACOG, 2002; Schnirring, 2002), particularmente nas gestantes obesas (Artal, 1998), em virtude de poder reduzir a resistência à insulina e aumentar a ação desse hormônio (eficiência). Os benefícios adicionais incluem a melhoria do tempo de recuperação pós-parto, um ganho apropriado de peso e a diminuição da fadiga.
6 – Correr é contra indicado ou desaconselhável durante a gravidez: A gestante deve estar em contato com o próprio corpo o suficiente para poder discernir honestamente quando não estiver se sentindo bem ao correr. Em geral, isso ocorre em torno do terceiro trimestre, quando o feto aumenta de tamanho.
7 – O treinamento de forca ou resistência é inadequado durante a gravidez: Até bem recentemente, o treinamento de resistência durante a gravidez era pouco recomendado. Mas agora sabemos que as mulheres podem continuar suas rotinas de treino de forca com ênfase na mecânica correta dos exercícios. Geralmente, recomenda-se o uso de cargas entre moderadas e leves que mantenham o condicionamento muscular enquanto minimizam o potencial de lesões nos ligamentos e articulações.
8 – A mulher pode comer qualquer coisa que deseja durante a gravidez, e os suplementos nutricionais não são necessários nesse período porque há um aumento no consumo de calorias: Este ponto já diz respeito as nutricionistas, a recomendação é a gestante fazer o acompanhamento nutricional inclusive nessa fase, pois sabe-se que o ganho de peso desacerbado é extremamente nocivo ao feto e a gestante. Neste caso procure sua nutricionista e obedeça a rotina de alimentos e vitaminas que este profissional passará.
9 – O exercício prejudica o bebe: A maioria das mulheres que se exercita durante a gestação vê isso como um tempo para manter algum grau de condicionamento físico e trazer o bebe ao mundo com segurança.
Podemos concluir com isso que vários mitos se formaram em relação à atividade física e a gestação, sendo que o mais indicado para a gestante é se exercitar, porem com segurança e acompanhamento de um Personal Trainer. Sendo assim para as gestantes que treinam não parem e as que não faziam atividade física iniciem um treinamento moderado respeitando seus limites.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Atividade física é o antídoto natural contra a diabetes.
O diabetes atinge mais de 190 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo que 5 milhões só no Brasil. Sua característica fundamental é a hiperglicemia (aumento de açúcar no sangue). A hiperglicemia e outros desarranjos bioquímicos advêm da secreção ou atividade reduzida da insulina, hormônio produzido pelo pâncreas importante na regulação do metabolismo glicídio, lipídico e protéico.
Segundo o endocrinologista Severino Farias, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (Sben), em Salvador (BA), especialista em diabetes, existem dois tipos da doença. A chamada de tipo 1 é causada pela deficiência na produção de insulina e se inicia, geralmente, na infância. A classificada como tipo 2 é a mais comum. Normalmente se manifesta depois dos 40 anos e em indivíduos obesos, tem uma forte relação com o ambiente (dieta e atividade física) e se caracteriza por graus variados de resistência insulínica e/ou secreção inadequada da insulina.
Ligado a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o endocrinologista, Antônio Chacra, acrescenta que a diabetes do tipo 1 sempre necessita de insulina. E o tipo 2 tem um componente familiar que pode se manifestar ao longo da vida devido os fatores de risco (obesidade, stress, sedentarismo). Ele cita como exemplo uma pessoa gorda, que não faz atividades físicas e tem na família um histórico de diabetes, "provavelmente essa pessoa terá diabetes", explica.
A freqüência do distúrbio tem aumentado rapidamente no mundo nos últimos anos, de acordo com a observação dos especialistas. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu que a doença é epidêmica.
As estatísticas apontam que hoje aproximadamente 190 milhões de pessoas no mundo têm a enfermidade e ela deve se multiplicar até 2025, chegando aos 330 milhões. No Brasil, em 2001 existiam 5 milhões de diabéticos, a estimativa revela que em 2025 eles serão 11,6 milhões.
Para os médicos, o crescimento das estatísticas da doença se deve ás mudanças nos hábitos e ao estilo de vida incorporados ao cotidiano das pessoas nas últimas décadas. No caso das crianças Farias lembra que elas "não brinca mais na rua de queimada, pique-pega, não sobem mais em árvores. Passam o dia em frente a televisão e ao computador, comendo besteiras e acumulando calorias". Chacra, por sua vez, reforça que "a obesidade é o principal fator dessa doença e tem crescido muito entre as crianças", constatação que é motivo de apreensão por médicos de vários países.
Chacra esclarece que a diabetes do tipo 2 é que está crescendo muito entre os adolescentes, principalmente nos Estados Unidos. "Por enquanto, no Brasil, na nossa percepção, essa epidemia não ocorre com os jovens na mesma intensidade", diz. Por ser uma doença crônica, a diabetes não tem cura. Para melhorar a qualidade de vida das pessoas portadoras da disfunção é necessário uma reestruturação no hábito alimentar, para assim impedir a obesidade, um dos grandes vilões. "O diabético só precisa ter disciplina e praticar atividades físicas. Os exercícios físicos só perdem, em termo de importância, para a insulina", explica Farias. "A diabetes é uma doença que pode ser prevenida", completa Chacra.
O diagnóstico dos diabetes é feito pelo resultado da glicemia da pessoa em jejum igual ou maior que 126 mg/dl em duas ocasiões, ou quando, durante o teste oral de tolerância à glicose, encontram-se duas ou mais amostras com valor superior a 200 mg/dl, sendo uma delas obtidas duas horas após a ingestão do açúcar. "Hoje, 50% dos diabéticos não sabem que têm a doença. Com isso, não cuidam, não mantêm um controle adequado, não vão ao médico regularmente e ficam predispostos a uma série de outros problemas, como os cardiovasculares", comenta Farias.
Kit para tratar diabetes
No diabetes, manter a saúde é controlar o nível de glicose no sangue (glicemia). Para que se tenha um parâmetro, a taxa de glicemia considerada normal de uma pessoa que não tem a disfunção, antes de uma refeição, é de 70 a 110 mg/dl.
Uma outra ocorrência do diabetes é quando ela surge apenas na gravidez, quando é denominada de diabetes gestacional. "A glicemia da mãe aumenta e a glicose passa pela placenta, mas não a insulina. O pâncreas do bebe produz mais insulina, pois percebe que a glicemia aumentou e pega esta e transforma em gordura. Como conseqüência, o bebe nasce com peso elevado, de quatro quilos para cima. Mas isso não quer dizer que o bebe nasça necessariamente com o diabetes", explica Chacra.
De acordo com Farias, a melhor prevenção é vacinar as crianças para todos os tipos de viroses típicas da infância e o principal, prevenir a obesidade infantil. "A população precisa se conscientizar dos males do excesso de peso e da falta de atividades físicas, pois além de prevenir a diabetes, irão prevenir outras doenças graves. Todo ser humano precisa praticar atividades físicas", sentencia.
Fonte: Agência Brasil
Publicado em: 16/11/2003
Segundo o endocrinologista Severino Farias, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (Sben), em Salvador (BA), especialista em diabetes, existem dois tipos da doença. A chamada de tipo 1 é causada pela deficiência na produção de insulina e se inicia, geralmente, na infância. A classificada como tipo 2 é a mais comum. Normalmente se manifesta depois dos 40 anos e em indivíduos obesos, tem uma forte relação com o ambiente (dieta e atividade física) e se caracteriza por graus variados de resistência insulínica e/ou secreção inadequada da insulina.
Ligado a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o endocrinologista, Antônio Chacra, acrescenta que a diabetes do tipo 1 sempre necessita de insulina. E o tipo 2 tem um componente familiar que pode se manifestar ao longo da vida devido os fatores de risco (obesidade, stress, sedentarismo). Ele cita como exemplo uma pessoa gorda, que não faz atividades físicas e tem na família um histórico de diabetes, "provavelmente essa pessoa terá diabetes", explica.
A freqüência do distúrbio tem aumentado rapidamente no mundo nos últimos anos, de acordo com a observação dos especialistas. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu que a doença é epidêmica.
As estatísticas apontam que hoje aproximadamente 190 milhões de pessoas no mundo têm a enfermidade e ela deve se multiplicar até 2025, chegando aos 330 milhões. No Brasil, em 2001 existiam 5 milhões de diabéticos, a estimativa revela que em 2025 eles serão 11,6 milhões.
Para os médicos, o crescimento das estatísticas da doença se deve ás mudanças nos hábitos e ao estilo de vida incorporados ao cotidiano das pessoas nas últimas décadas. No caso das crianças Farias lembra que elas "não brinca mais na rua de queimada, pique-pega, não sobem mais em árvores. Passam o dia em frente a televisão e ao computador, comendo besteiras e acumulando calorias". Chacra, por sua vez, reforça que "a obesidade é o principal fator dessa doença e tem crescido muito entre as crianças", constatação que é motivo de apreensão por médicos de vários países.
Chacra esclarece que a diabetes do tipo 2 é que está crescendo muito entre os adolescentes, principalmente nos Estados Unidos. "Por enquanto, no Brasil, na nossa percepção, essa epidemia não ocorre com os jovens na mesma intensidade", diz. Por ser uma doença crônica, a diabetes não tem cura. Para melhorar a qualidade de vida das pessoas portadoras da disfunção é necessário uma reestruturação no hábito alimentar, para assim impedir a obesidade, um dos grandes vilões. "O diabético só precisa ter disciplina e praticar atividades físicas. Os exercícios físicos só perdem, em termo de importância, para a insulina", explica Farias. "A diabetes é uma doença que pode ser prevenida", completa Chacra.
O diagnóstico dos diabetes é feito pelo resultado da glicemia da pessoa em jejum igual ou maior que 126 mg/dl em duas ocasiões, ou quando, durante o teste oral de tolerância à glicose, encontram-se duas ou mais amostras com valor superior a 200 mg/dl, sendo uma delas obtidas duas horas após a ingestão do açúcar. "Hoje, 50% dos diabéticos não sabem que têm a doença. Com isso, não cuidam, não mantêm um controle adequado, não vão ao médico regularmente e ficam predispostos a uma série de outros problemas, como os cardiovasculares", comenta Farias.
Kit para tratar diabetes
No diabetes, manter a saúde é controlar o nível de glicose no sangue (glicemia). Para que se tenha um parâmetro, a taxa de glicemia considerada normal de uma pessoa que não tem a disfunção, antes de uma refeição, é de 70 a 110 mg/dl.
Uma outra ocorrência do diabetes é quando ela surge apenas na gravidez, quando é denominada de diabetes gestacional. "A glicemia da mãe aumenta e a glicose passa pela placenta, mas não a insulina. O pâncreas do bebe produz mais insulina, pois percebe que a glicemia aumentou e pega esta e transforma em gordura. Como conseqüência, o bebe nasce com peso elevado, de quatro quilos para cima. Mas isso não quer dizer que o bebe nasça necessariamente com o diabetes", explica Chacra.
De acordo com Farias, a melhor prevenção é vacinar as crianças para todos os tipos de viroses típicas da infância e o principal, prevenir a obesidade infantil. "A população precisa se conscientizar dos males do excesso de peso e da falta de atividades físicas, pois além de prevenir a diabetes, irão prevenir outras doenças graves. Todo ser humano precisa praticar atividades físicas", sentencia.
Fonte: Agência Brasil
Publicado em: 16/11/2003
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