segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Core – importância e exercícios para sua função na gravidez e pós-parto


Core, sua importância e exercícios para sua função na gravidez e pós-parto
Core – centro do corpo – tronco e pelve
Core training – ação sobre o conjunto de músculos que controlam o centro do corpo.
Músculos do Core
Músculos do Core
Durante a gravidez há uma grande mudança sobre os músculos do “Core”, não só pelas alterações hormonais e fisiológicas, mas também pelas grandes mudanças biomecânicas impostas pelo bebê que cresce dentro do útero. É claro que essa volta e recuperação no pós-parto não acontece imediatamente e por isso deve ser respeitada.
Os exercícios que trabalham os músculos do core tem função muito importante sobre o controle postural, ajudando a manter ainda a estabilidade da coluna e prevenir dores, as tão indesejadas dores nas costas que gestantes e mamães normalmente sentem.
Além disso, ajudam a manter as funções do assoalho pélvico as quais vão sendo modificadas por ação hormonal durante a gravidez para preparar essa região para o trabalho de parto, portanto esses músculos vão ficando mais fracos e de certa forma mais soltos (com um tônus muscular diminuído) e os exercícios para o core auxiliam na manutenção desse controle.
A bola suíça é um excelente material para usar com a gestante (desde que se sinta confortável com esse material) porque por sua instabilidade aciona naturalmente essa função do core, para que a gestante se mantenha sentada e em equilíbrio, além disso ela é confortável para sentar-se porque molda-se ao corpo, ajustando-se na região do quadril, facilitando também o alinhamento postural.
Exercícios respiratórios adequados (sem bloqueios ou ventilações exageradas) para a grávida e para a recém-mamãe, com a atenção na movimentação das costelas, ação dos músculos abdominais e do assoalho pélvico serão excelentes para a ação conjunta do core, não se esquecendo sempre da postura alinhada e reorganizada para tais exercícios, pois essa alinhada já se inicia a relação profunda de todo esse core.
Assoalho pélvico
Assoalho pélvico
A manutenção da ativação abdominal, a medida que eles vão sendo alongados pela gravidez ajudam no próprio controle postural, e dessa forma inicia-se o ciclo essencial para o bom desempenho de todo esse core, postura, manutenção de uma boa respiração e prevenção de dores.
A prática de exercícios respiratórios e em alinhamento postural ajudar a promover a atividade coordenada de todo esse conjunto de músculos.

domingo, 15 de junho de 2014

Cisto de Baker

Cisto de Baker no Joelho

O que é o cisto de Baker? ( Baker Cyst, Popliteal Cyst, Quisto de Baker)
O cisto de Baker é um cisto cheio de líquido que provoca uma saliência e uma sensação de desconforto atrás do joelho. A dor pode piorar durante a flexo extensão o joelho ou em momentos de maior atividade física no trabalho, andar distâncias maiores ou subir escadas.

O cisto de Baker é um câncer?
Não, é uma tumoração cheia de liquido sinovial benígna. Quando um cisto de Baker cresce muito ele pode incomodar e causar um efeito de massa comprimindo as estrutural na fossa poplítea, porém o efeito maligno é pela compressão e não por ser um câncer. 

O que causa o cisto de Baker?
O cisto de Baker, também chamado de cisto poplíteo, é geralmente o resultado de uma patologia intrarticular ao joelho, como artrite, artrose, lesão na cartilagem, lesoes meniscais ou ligamentares. Essas doenças podem levar o joelho a uma maior produção de líquido sinovial ( água no joelho, Sinovite ), essa sinovite leva a formação do cisto de Baker.

Quais os sintomas do cisto de Baker?
O cisto de Baker pode causar inchaço na região posterior do joelho e  provocar desconforto ou dor na região, algumas vezes a dor tem origem no cisto porém a dor pode estar relacionada ao problema primário que levou ao surgimento do Cisto de Baker.
Em alguns casos, o cisto de Baker não causa dor, e o paciente pode nem notar. Mesmo não tendo sintomas objetivos você pode observar:
  • Inchaço atrás do joelho, e às vezes na perna
  • A dor do joelho
  • Rigidez
  • Na palpação da região posterior do joelho sentir uma estrutura semelhante a um balão cheio de água
     
Como é a lubrificação do joelho?

A cartilagem e os tendões do joelho contam com um fluido lubrificante chamado líquido sinovial. Esse líquido ajuda no movimento da perna e reduz o atrito entre a tíbia, o fémur e a rotula.

Como surge o cisto de Baker?
O líquido sinovial circula, entra e sai das bolsas de tecido (bursas) em todo o seu joelho. Existe um sistema de válvula entre o joelho e a bursa na parte posterior do joelho (Bursa poplítea). Este válvula regula a quantidade de líquido sinovial entrando e saindo da bursa. Mas às vezes o joelho produz muito líquido sinovial ( sinovite ), resultando em acúmulo de líquido na bursa e esse acúmulo é chamado de cisto de Baker.
Isso pode ser causado por:
  • A inflamação da articulação do joelho, tal como ocorre com vários tipos de artrite e na artrose
  • Nas lesões do joelho, como uma lesão cartilaginosa, meniscal ou ligamentar 
Quais os exames usados para confirmar o cisto de Baker?

Os exames mais usados são o ultrassom e a ressonância nuclear magnética, essa última muitas vezes também mostra a causa primária da sinovite que levou ao surgimento do cisto de BaKer.

Quando consultar um médico ortopedista?
Se você está sentindo dor e inchaço atrás do joelho, consulte o seu médico ortopedista para determinar a causa. Embora improvável, uma protuberância atrás do joelho pode ser um sinal de uma doença mais grave, como um tumor ou um aneurisma da artéria poplítea, em vez de um cisto cheio de líquido.

Quais as complicações de um cisto de Baker?

Raramente, um cisto de Baker pode explodir e provocar um vazamento de líquido sinovial na região da panturrilha os sintomas são: Dor no joelho e edema na panturrilha, às vezes, vermelhidão e uma sensação de água correndo na panturrilha. Esses sinais e sintomas se assemelham aos de uma trombose venosa. Se você tem dor, inchaço e vermelhidão da panturrilha, você precisa de avaliação médica imediata.

Como é feito o tratamento do cisto de Baker?
O tratamento em geral é endereçado a causa primária que leva a sinovite, os paciente em geral melhoram após a artroscopia para tratamento das lesões intrarticulares, raramente está indicado tratamento cirúrgico do cisto propriamente dito.  

domingo, 23 de fevereiro de 2014

O índice glicêmico e a atividade física


A habilidade com que um determinado alimento eleva os níveis de glicose sanguínea é conhecida como índice glicêmico (IG). Explicando de outra forma, este índice refere-se à velocidade com que os carboidratos aparecem na circulação sanguínea. Esta velocidade é variável, visto que nosso corpo não digere e absorve os vários tipos de carboidratos da mesma forma.
Por exemplo, a glicose contida em alimentos com o pão, a batata e a aveia está ligada a uma série de outras moléculas de glicose, formando o amido. Por isso, nestes alimentos o carboidrato chega à nossa corrente sanguínea vagarosamente, uma vez que o amido precisará ser digerido (quebrado) para poder ser absorvido. Como esta digestão consumirá tempo, caso você necessite de uma fonte de carboidrato rapidamente disponível, alimentos que contenham amido não serão a melhor opção.

Já quando consumimos uma bebida cujo principal substrato energético é a glicose, rapidamente este nutriente aparece em nossa corrente sanguínea, estando imediatamente disponível para a atividade física. Isto ocorre porque a glicose nestas bebidas está quase toda em sua forma livre, sem ligações químicas com outras moléculas, facilitando sua rápida absorção.

No sangue, as concentrações de glicose são mantidas estáveis, através da ação de hormônios, como o glucagon e a insulina. Em adultos saudáveis esta concentração varia entre 60 e 110 mg a cada 100 ml de sangue, e é essencial para o bom funcionamento de órgãos vitais como o cérebro e o coração. Quando estes níveis caem, hormônios desencadeiam a sensação de fome, o que nos leva a aumentar o consumo de alimentos. Por outro lado, quando a concentração de glicose no sangue está elevada, hormônios, como a insulina, promovem a entrada da glicose em nossos tecidos, incluindo-se os músculos.

O entendimento destes fatores pode nos auxiliar a escolher alimentos que favoreçam a atividade física, através do fornecimento mais ou menos rápido dos substratos energéticos. Os alimentos com alto índice glicêmico liberam a glicose rapidamente em nossa corrente sanguínea. Quando isso acontece, a insulina também é prontamente liberada. Esta situação pode ser positiva ou negativa, dependendo das circunstâncias.

Depois do treino, por exemplo, nossos músculos estarão ávidos por glicose, a fim de repor suas reserves de glicogênio muscular. Deste modo, uma liberação rápida de insulina seria ideal, auxiliando na recuperação pós-atividade. Contudo, em momentos em que a demanda energética é menor, um excesso de açúcar no sangue será convertido em gordura e estocado em nossas células adiposas, o que para a maioria dos atletas constitui-se em uma condição desvantajosa.

Além disso, antes da atividade física, o consumo de alimentos com alto índice glicêmico pode provocar uma resposta exagerada da insulina, resultando em uma queda brusca da concentração glicídica do sangue, o que poderá acarretar fadiga mental e física, diminuindo o seu rendimento. Isto explica o porquê de alguns atletas relatarem uma melhora no desempenho inicial após o consumo de bebidas açucaradas, seguida, contudo, de uma queda na performance após 30 a 60 minutos de atividade.

Porém, como existe uma variabilidade individual na resposta à insulina, algumas pessoas não experimentam tais efeitos adversos. Assim, qualquer modificação em sua dieta deve ser feita em dias de treinamento, nunca experimentando novidades ou fazendo trocas de alimentos antes de uma competição.

Por outro lado, carboidratos com baixo índice glicêmico, ou seja, aqueles derivados de alimentos que levam mais tempo para serem liberados na corrente sanguínea, provocam uma resposta insulínica moderada, fazendo com que o corpo consiga manter seus níveis glicêmicos na faixa ideal por mais tempo e com maior facilidade.

Os carboidratos com baixo índice glicêmico são encontrados em alimentos como castanhas, massas, feijões e algumas frutas. Outro benefício importante destes carboidratos é que os mesmos atrasam a sensação de fome, o que é interessante para os atletas que precisam controlar o peso.

Na tabela, o índice glicêmico (IG) de diversos alimentos, e que pode chegar até 100. De acordo com estes valores, os alimentos são classificados como de baixo (IG<60 60="" 80="" a="" alto="" moderado="" ou="">85) índice glicêmico, em resposta à velocidade com que os níveis de glicose sobem no sangue.

Com estas informações em mente vamos à parte prática:

As melhores fontes de carboidratos a serem utilizadas antes de treinos longos parecem ser aquelas com baixo índice glicêmico. A explicação é que indivíduos suscetíveis à hipoglicemia reativa (queda na concentração de glicose no sangue, após o consumo de açúcar), experimentam fadiga precoce após o consumo de alimentos com alto IG. Porém, estas sensações não ocorrem em todos os indivíduos e em treinos ou provas curtas a hipoglicemia não parece ser um problema. Por outro lado, uma outra razão pela qual parece ser prudente evitar o consumo de alimentos com alto índice glicêmico (como doces e refrigerantes) antes do exercício é que os mesmos podem provocar enjôos e diarréia.

Para os indivíduos que tem dificuldade de se alimentar antes das provas ou treinos, devido a desconforto gástrico, falta de apetite, ou nervosismo, uma solução pode ser o uso de suplementos contendo carboidratos de absorção lenta, como a maltodextrina. Este suplemento apresenta ainda, como vantagens, o baixo custo, a facilidade de diluição e o sabor agradável.

Durante os treinos reidrate-se adequadamente. Já se a duração da atividade exceder 90 minutos (principalmente se a intensidade for superior a 70% do VO2 máximo), um repositor energético poderá maximizar a performance. Neste caso, tanto a glicose, quanto a sacarose, quanto a maltodextrina seriam opções interessantes, uma vez que demonstram ser eficientes na manutenção dos níveis de açúcar no sangue.

E, após a atividade física, continue dando atenção às suas necessidades hídricas e energéticas. Com esta finalidade, o consumo de algum carboidrato com um alto índice glicêmico seria interessante a fim de repor os estoques de glicogênio. Além disso, quando o atleta almeja o ganho de massa muscular, proteínas magras devem fazer parte desta refeição.

CURIOSIDADES

As frutas geralmente não apresentam um índice glicêmico alto, visto que o tipo de açúcar presente nas mesmas, a frutose, precisa ser convertida em glucose antes de aparecer em nossa corrente sanguínea, o que demanda tempo.

A sacarose (glicose + frutose), carboidrato presente no açúcar de mesa, tem um índice glicêmico menor do que o da glicose pura uma vez que também precisa ser quebrada antes de aparecer no sangue.

Alimentos ricos em fibra atrasam a quebra dos carboidratos, atuando como uma barreira física para os sucos digestivos atuarem. É por isso que o suco de maçã tem um índice glicêmico maior que o da fruta in natura.

Alimentos fonte de gordura atrasam o esvaziamento gástrico, diminuindo o índice glicêmico

terça-feira, 26 de novembro de 2013

O 7º Encontro COOP de Corrida e Caminhada foi realizado no Paço Municipal na cidade de Santo André-SP. Com temperatura por volta dos 19º, os corredores e caminhantes começaram a chegar ao local por volta das 06h00 e já começavam os preparativos para a prova.

Com largadas programadas para às 08h00 (corrida) e 08h30 (caminhada) o evento teve uma programação repleta de atrações e não deixou o público ficar parado.

O Fôlego e a Rádio Bandeirantes estão presentes no evento desde a 1º edição. É um evento muito importante pra nós pois percebemos o envolvimento da Coop com os associados, cooperados e a comunidade. Uma coisa que prezamos muito no Fôlego é a qualidade de vida, a saúde, a atividade física e o pessoal da Coop promove exatamente isso aqui também para o ABC e região. Ficamos felizes com o crescimento da prova e ficamos muito felizes em ter essa parceria com a Coop e a Mexa-se.” Comentou Ricardo Capriotti apresentador do programa Fôlego.


A disputa pelo primeiro lugar masculino foi acirrada e o campeão pelo segundo ano consecutivo foi David Benedito de Macedo com o tempo de 00:30:36.46. Na categoria feminino a grande vencedora foi a queniana Consolata Cherotich, com o tempo de 00:35:38.32.


Estamos na 7º Edição e este ano fiquei muito emocionado pela adesão cada vez maior: foram 8.600 inscritos, 25 mil participantes na arena e mais de 30 tendas oferecendo os mais variados serviços ligados a saúde, o que faz o Mexa-se um evento único! Me sinto gratificado em poder representar a cooperativa e realizar um evento desta magnitude. É um evento para a família, todos participam.” Comentou Celso Furtado, gerente de marketing da Coop.

PARABÉNS à todos que abrilhantaram ainda mais o evento com suas participações, e em especial aos meus alunos que em mais um ano presitigiaram meu trabalho comparecendo a nossa tenda COMPLEXO SAÚDE.

Que venham novos desafios, novas prova e com elas novas conquistas!!!

Robinson Luiz


domingo, 12 de maio de 2013

Má postura causa inflamação no nervo ciático

Vital na mecânica das passadas, o músculo piriforme localiza-se bem no meio da nádega — sob o músculo glúteo máximo. Quando elevamos o pé do chão na troca da passada, ele ajuda a estabilizar a pelve, além de auxiliar na abdução e rotação externa do quadril. Por baixo ou por dentro desse músculo passa o nervo mais longo do corpo humano, o ciático, que estende-se da região lombar até o dedão do pé. Estimulado (ou tensionado) em excesso, o piriforme cresce, irritando e depois inflamando o nervo ciático. Com isso, desencadeia-se a chamada síndrome do piriforme, ou dor glútea profunda, que acomete principalmente as mulheres.


“Constantemente, temos de rodar o pé para fora para nos equilibrar, frear etc. Isso faz com que o músculo piriforme se contraia. Ao mesmo tempo, ele comprime o nervo ciático, aumentando o risco de lesá-lo por esmagamentos de repetição”, descreve o ortopedista Lafayette Lage. A dor se concentra na região lombar e na glútea, mas pode se irradiar para a perna, coxa e região espinhal.
Por isso, esta lesão é de difícil diagnóstico. A chance de sofrer uma síndrome do piriforme pode aumentar com treinos frequentes em longos declives, subidas e terrenos irregulares, que forçam uma repentina rotação do quadril. A hipertrofia excessiva dos glúteos — prática comum entre as mulheres que malham em academias — também pode gerar essa lesão. Outros atletas afetados por essa síndrome são os ciclistas, triatletas e frequentadores de academias, que passam muito tempo exercitando-se sentados. Ficar muito tempo sentado no trabalho ou passar horas dirigindo, aliás, também podem desencadear esse desconforto.

Dor parecida, lesões diferentes O piriforme tanto recebe a carga do peso corporal como é uma confluência de ossos, ligamentos, músculos, vasos e nervos, tanto da coluna vertebral como no quadril. Isso pode confundir até o médico mais experiente. “Quando todas as causas de dor na região da coluna e do quadril são excluídas, pensa-se nesta síndrome”, explica o ortopedista Giancarlo Polesello. Algumas das patologias que podem se confundir com a síndrome do piriforme são a lesão do menisco do quadril, o impacto fêmoroacetabular (síndrome do impacto), as hérnias de disco e a artropatia soropositiva na articulação sacroilíaca.

CAUSAS

• Trauma na região das nádegas.

• Variações anatômicas e alterações biomecânicas — como rotação externa da perna inadequada e má postura — que encurtam o piriforme e sobrecarregam o músculo.

• Hipertrofia dos glúteos.

• Treinos frequentes em subidas, descidas e terrenos irregulares.

SINTOMAS

• Dor profunda e contínua localizada na região lombar e na glútea, na superfície posterior do quadril ou irradiada pelo nervo ciático ao longo do corpo.

• Formigamentos nas coxas ou dor irradiada pelos membros inferiores.

• Incapacidade de ficar sentado numa mesma posição.

• Dor noturna.

TRATAMENTO

• Corrigir a postura e gestos do corredor, que favorecem a tensão do músculo piriforme. Caso não atenue a dor, recorrer à fisioterapia, com exercícios de alongamento de toda a região da cintura pélvica e reequilíbrio muscular por meio de exercícios do core.

• Infiltrar o músculo piriforme (com anestésicos e medicamentos), guiado por ultrassom ou tomografia.

• Repousar. A regeneração do nervo ciático é lenta (de quatro a seis meses), principalmente nos corredores que insistem em correr por meses com dor. “A terapia de sinais pulsáteis pode ajudar, mas é cara”, explica o dr. Lafayette Lage.

• A opção cirúrgica é pouco recomendada. Em geral, o tratamento conservador cura a lesão.

PREVENÇÃO

• Trabalhar especialmente os músculos profundos do abdome e o equilíbrio dos abdutores, adutores e rotadores do quadril.

• Evitar ficar muito tempo sentado.

RETORNO À CORRIDA

• Não voltar aos treinos antes de cessar a dor na região lombar e dos glúteos.

• Só voltar se conseguir correr em linha reta e em curva sem sentir dor.

• Evitar as corridas em ladeiras, subidas e terrenos irregulares na volta aos treinos.


Fonte: Revista O2

Tudo o que um corredor precisa saber


Da alimentação aos cuidados essenciais com o corpo, especialistas dão dicas para melhorar o seu rendimento

Para começar a correr não basta apenas calçar os tênis e sair em disparada. Uma série de pequenos detalhes faz toda a diferença para melhorar o desempenho e tornar o momento da corrida ainda mais prazeroso.


A O2 fez uma seleção dos principais itens a serem observados pelos corredores e listou os alimentos mais importantes, os exercícios de cross training mais interessantes para variar os treinos, as melhores séries de trabalho muscular para dar ainda mais impulso às passadas, para o aumento da performance e uma série de cuidados com higiene e beleza, que ajudarão, certamente, o atleta a não perder o fôlego ou o ânimo na corrida.

ALIMENTAÇÃO DE RESULTADOS

Água de coco - Repositor natural dos eletrólitos perdidos na transpiração, como sódio e potássio, ainda contém vitamina C e magnésio (o mineral auxilia na descontração muscular após a atividade física). A nutricionista do esporte Flávia Abdallah recomenda a ingestão de um copo (200 ml) a cada meia hora de exercício.

Suco de laranja - “Com propriedades antioxidantes, a vitamina C presente na laranja combate os radicais livres, compostos associados à fadiga e a processos inflamatórios nas fibras musculares”, explica a nutricionista do esporte Thais Nabholz. Essa vitamina também auxilia a absorção de ferro e reduz a secreção de cortisol, hormônio catabólico que decompõe o tecido muscular. A quantidade recomendada é de 1.000 mg/dia, ou dez laranjas médias.

Macarrão - Os carboidratos devem compor de 55% a 70% do total calórico da alimentação, pois a redução das reservas de glicogênio muscular e hepática está associada à fadiga. “A reposição do glicogênio utilizado após o exercício é um aspecto fundamental na recuperação da capacidade de endurance”, explica Danielli Botture, consultora da RG Nutri.

Arroz - Por ser um carboidrato complexo, tem alto índice glicêmico, sendo absorvido de forma lenta e gradual, fornecendo energia por longos períodos. Dê preferência à versão integral, rica em silício (útil para a formação dos ossos e para a prevenção da osteoporose).

Batata - Alimento rico em potássio, nutriente que torna as artérias mais elásticas e previne câimbras e, por ser um carboidrato complexo, é recomendado antes da atividade física.

Pão integral - Fornece energia para o músculo e fibras para o controle do colesterol e da glicemia. Como todo carboidrato, repõe o glicogênio muscular e hepático e, subseqüentemente, melhora o rendimento dos exercícios.

Leite - Importante por fornecer cálcio, indispensável para a formação dos ossos e funcionamento adequado dos sistemas nervoso e imunológico e a contração muscular. De acordo com Flávia, é fonte de triptofano, aminoácido relacionado à serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar. A quantidade diária recomendada seria quatro copos (200 ml) ou, em substituição, quatro porções de derivados, como queijo (cada porção é o equivalente a uma fatia grossa) ou iogurte (200 ml por porção).

Carne Vermelha - O ferro presente nas carnes, ao se ligar à hemoglobina, transporta o oxigênio para os músculos. Flávia explica que cada atleta deve ingerir cerca de um grama por quilo corporal (para um atleta de 70 kg, 70 g).

Uma forma simples para fazer a conta é pensar que um bife de 100 gramas contém 22 gramas de proteína. O ideal é que as carnes estejam no cardápio duas ou três vezes por semana e sejam escolhidos cortes magros, como patinho, músculo, miolo da paleta, peixinho, coxão mole, lombo e lagarto.

Ovo - Apesar de toda a discussão a respeito do alimento, ele faz, sim, parte da alimentação do corredor. O ovo provê boas quantidades de vitaminas A, D, E, K e do complexo B e, entre os minerais, fornece ferro, fósforo, zinco e selênio. Para os vegetarianos, substitui a carne, tendo de sete a oito gramas de proteína por unidade.

Castanha - Assim como outras frutas oleaginosas, tem gorduras polinsaturadas do tipo ômega-9, que auxiliam a absorção das vitaminas A, D, E e K, lipossolúveis. A castanha contém selênio, de ação antioxidante, e proteínas vegetais essenciais para a formação e a recuperação muscular. Recomendam-se diariamente cinco castanhas-do-pará ou, como substituição, cinco nozes, dez pistaches, cinco amêndoas ou meia xícara de chá de amendoim.


FUJA DELES

Cigarro, tênis errado, álcool, overtraining, gordura trans, preguiça, noites maldormidas, treinos repetitivos, desistência.

PARA VARIAR

Procure musculação, ciclismo, yoga, pilates, surfe, remo, hidroginástica, exercício funcional e alongamentos.

FORÇA E TÉCNICA PARA MELHORAR O RENDIMENTO

Agachamento, panturrilha em pé, avanço, adutor em pé, hiperextensão lombar na bola, extensão do quadro no cross, stiff com barra (trabalha a região lombar), abdominal.

CUIDADOS ESSENCIAIS

Protetor solar - O fator de proteção varia em função do tipo de pele, mas a dermatologista da Unifesp Meire Brasil Parada recomenda o mínimo de 30, uma vez que corredores ficam muito expostos aos raios solares. Como costumam suar muito, devem escolher modelos à prova d´água, não oleosos (para não escorrer nos olhos) e reaplicar em treinos longos.

Hidratante - Nos pés, que merecem atenção especial, a doutora em dermatologia pela USP (Universidade de São Paulo) Christiana Moron recomenda hidratantes à base de uréia e ácido salicílico, cujo efeito queratolítico promove a esfoliação na pele, necessária, pois o atrito do pé com o tênis torna a pele mais grossa, como reação de proteção.

Hidratante labial com filtro solar - “A exposição ao sol pode causar queilite actínica, um processo inflamatório que é uma lesão pré-cancerosa”, alerta Christiana.

Protetor de unha - A compressão constante do tênis acaba causando traumas na unha, como hematomas e sensibilidades.

Antimicótico - Pés quentes e úmidos são ideais para a ação de fungos e bactérias, que causam frieiras, micoses e mau odor. Em pó, deve ser passado também na virilha, região com propensão para micoses em atletas.

Palmilhas de silicone - Feitas de silicone, protegem e evitam a formação de calosidades plantares.

Xampu - Como o uso é diário, é preciso escolher um tipo que não seja muito agressivo e, de preferência, com filtro solar.

Desodorante - Durante a corrida, o atrito entre braço e região torácica irrita as axilas, por isso Meire recomenda desodorantes não alcoólicos, que agridem menos e não causam vermelhidão. Evitar também modelos com perfume.

Creme anti-envelhecimento - A exposição ao sol e agentes ambientais, o impacto da corrida e a formação de radicais livres favorecem o envelhecimento precoce do corredor. “Fórmulas com retinol, substância que induz a formação de colágeno, previnem o envelhecimento”, ensina Christiana.

Umidificador nasal - A tendência de as narinas ficarem muito ressecadas é evitada com o uso de umidificadores nasais antes de correr, especialmente no clima mais frio.


(Matéria publicada na revista O2, edição nº 57, janeiro de 2008)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Personal trainer, vale a pena?

Ao contrário do que muitos pensam, contar com a ajuda de um personal trainer não é mero capricho dos mais afortunados. Apesar de ser, sim, um serviço caro, existem algumas situações em que ele se faz essencial para garantir a saúde e segurança do aluno.

É o caso das pessoas com limitações físicas. Segundo o especialista em fisiologia do exercício, Oswaldo Langella, professor na academia Lembu-Kan Sports (SP) e personal trainer, alunos que sofreram lesões musculares ou que apresentam problemas de saúde como doenças cardíacas, diabetes, hipertensão e obesidade são aconselhados a buscar o acompanhamento individualizado de um personal trainer. “Não é regra, mas estes casos requerem uma atenção especial. O trabalho diferenciado será mais interessante do que um coletivo, devido às limitações”, defende.


No entanto, esta não é a única situação em que o serviço se faz útil. Pessoas que não têm disposição para frequentar a academia encontram no personal um estímulo para manter sua rotina de exercícios. Segundo o especialista, o personal trainer está sempre atualizado sobre as mais diversas atividades, como ginástica funcional, ioga, pilates e outras. “Para o aluno, o diferencial fica por conta da proximidade, da atenção, que é especializada, e da facilidade com que seu progresso é avaliado”, explica.

O atendimento pode ser feito na casa do aluno, em parques, na academia ou até mesmo em locais alternados, o que, segundo Oswaldo, acaba criando uma rotina saudável e divertida para o aluno, garantindo ainda mais motivação. “Para isso, o relacionamento com o cliente, o carisma e a alegria do personal também ajudam muito”, diz.

Outro grupo que é bastante beneficiado pelo serviço são as pessoas com objetivos específicos. “Os professores da academia têm condições de suprir as necessidades gerais dos alunos, como melhorar a saúde e qualidade de vida. Mas, se os objetivos forem muito específicos, o personal trainer passa a valer a pena, não por conta da qualidade dos profissionais, mas sim pela parte operacional das academias, que dispõem de poucos professores para uma demanda grande de alunos”, explica Oswaldo. O personal será capaz de avaliar a fundo a necessidade do cliente e montar um treino personalizado. Além disso, o acompanhamento de perto permite que possíveis erros na execução dos exercícios sejam observados e corrigidos, o que, além de potencializar o treino, evita lesões.

O custo deste serviço varia muito de acordo com o profissional e também a região. Segundo Oswaldo, o valor geralmente oscila entre R$ 60 e R$ 80 a hora/aula. Personal trainers que são conhecidos no meio e muito requisitados chegam a cobrar R$ 200 pelo serviço. De acordo com o especialista, o ideal é realizar os encontros quatro vezes na semana.

Veja quais são os principais benefícios de contratar um personal trainer, segundo Oswaldo:

- Melhor aproveitamento do exercício, uma vez que o aluno fica mais centrado;

- Maior capacidade de avaliar os resultados;

- Maior comodidade para o aluno, que só tem a preocupação de treinar, já que a carga (peso) e a contagem das repetições ficam por conta do personal;

- Maior motivação para o aluno, tanto pelo encorajamento dado pelo professor quanto pelo compromisso assumido pelo aluno ao pagar pela aula;

- Correção mais precisa dos exercícios, potencializando o treino e evitando possíveis lesões.

Fonte: uol.com.br